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Processo de Jorge Moreno no CNJ é retirado de pauta para diligência

Fevereiro 29, 2012

 

Do blogue de Ricarte Almeida Santos

Foi retirado da pauta de hoje do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o recurso de revista do Juiz de Direito Jorge Moreno, proposto junto a este conselho, contra decisão do Tribunal de Justiça do Maranhão, que determinou a sua aposentadoria compulsória.

 
 
Por determinação do relator do processo, Conselheiro Bruno Dantas, para melhor embasar o julgamento, achou imprescindível a realização de diligência, a fim de verificar o motivo pelo qual importante documento favorável à defesa do magistrado não foi anexado ao processo original. 

Importante agora não baixar a guarda, colher mais apoios de entidades da sociedade civil, de representações e individuais, como forma de mostrar para o Conselho Nacional a posição da sociedade em defesa de um magistrado coerente, comprometido com a democracia e defensor dos direitos humanos.

 
 
Em tempo: Depois de Jorge Moreno receber o Prêmio Nacional dos Direitos Humanos por, dentre outras iniciativas, ter levado o município de Santa Quitéria a zerar o sub-registro de nascimento, o judiciário do Maranhão “orgulhoso” do feito do jovem e íntegro magistrado, resolveu “premiá-lo” com aposentadoria compulsória, em um processo que beira o ridículo, cheio de falhas e negligências. Motivo pelo qual o relator do processo, em sessão nesta terça, no CNJ, resolveu pedir diligência.

Tribunal Popular do Judiciário terá etapa estadual realizada em São Luís

Novembro 25, 2009

Terça-feira, 1º. de dezembro, ginásio do Colégio Dom Bosco (Renascença) receberá cerca de 3 mil caravaneiros vindos de todas as regiões do Maranhão.

Após cinco caravanas regionais, realizadas nos municípios de Santa Quitéria, Imperatriz, Bacabal, Santa Inês e Presidente Dutra, visitando mais de 50 municípios, colhendo depoimentos (gravados em áudio e vídeo) e provas (documentos, cópias de processos, fotografias etc.) da violação de direitos pela ausência, omissão ou conivência do poder judiciário, a Cáritas Brasileira Regional Maranhão e a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil Regional Nordeste V, junto a um conjunto de organizações e entidades da sociedade civil realizam terça-feira, 1º. de dezembro, a partir das 7h30min (horário em que terá início o credenciamento das caravanas vindas de municípios do interior do estado), a etapa estadual do Tribunal Popular do Judiciário.

A plenária popular acontecerá no ginásio do Colégio Dom Bosco, no Renascença (ao lado do Bobs, em frente ao Tropical Shopping Center). O comitê organizador estima um público de aproximadamente 3 mil pessoas. “Esse processo teve início em junho, quando lançamos o Tribunal Popular do Judiciário no auditório da OAB. Ali ainda nem tínhamos a dimensão do que se tornaria esse grande e pleno exercício de mobilização social e de denúncia, e já conseguimos reunir 500 pessoas de todo o Maranhão. Após percorrer todos esses municípios e ter realizado todo esse trabalho, de ouvir o sofrimento das pessoas mais humildes, é natural percebermos o crescimento do interesse pela temática”, afirma Ricarte Almeida Santos, secretário executivo da Cáritas Brasileira Regional Maranhão.

Diversas entidades nacionais confirmaram presença na plenária estadual do Tribunal Popular do Judiciário: Instituto de Estudos Sócio-econômicos (INESC), a organização Justiça Global, Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH-PR), Secretariado Nacional da Cáritas Brasileira e o Fórum Nacional de Ouvidores de Segurança Pública. Também participarão as entidades membro do comitê organizador da ação: além de Cáritas e CNBB, estarão presentes representantes da Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), Conselho Indigenista Missionário (CIMI), Associação de Saúde da Periferia do Maranhão (ASP/MA), Redes e Fóruns de Cidadania, Movimento dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais Sem Terra do Maranhão (MST/MA), Comissão Pastoral da Terra (CPT), e Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/MA), além de outras entidades da sociedade civil maranhense.

Uma comissão de sistematização, formada por profissionais das entidades do comitê organizador do Tribunal Popular do Judiciário conseguiu registrar, de acordo com os depoimentos colhidos ao longo das caravanas regionais, 17 tipificações de falhas do poder judiciário em sua atuação no estado do Maranhão. De cada, serão apresentados cerca de três depoimentos previamente selecionados, na etapa final, terça-feira que vem. Advogados populares e a mesa de trabalhos irão se posicionar sobre os temas e depoimentos. A etapa estadual do Tribunal Popular do Judiciário será encerrada com a Marcha Por Justiça de Verdade, slogan do TPJ, que fará o percurso entre o Ginásio do Colégio Dom Bosco, local da atividade, até a Praça Pedro II, onde está localizada a sede do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão, em frente ao qual será realizado o ato de encerramento da atividade.

O comitê organizador da ação encaminhará a diversos órgãos nacionais e internacionais de controle do poder judiciário, toda a documentação levantada, além do trabalho de sistematização já iniciado.

Deputado denuncia conflito de terra em São Benedito do Rio Preto

Outubro 13, 2009

Município foi visitado pela primeira caravana do Tribunal Popular do Judiciário, em setembro.

O deputado Domingos Paz (PSB) denunciou ontem que existe um clima de muita tensão e medo na área de 8 mil e 700 hectares de terra localizada à margem da MA-224, entre os municípios de São Benedito do Rio Preto e Urbano Santos. As partes em litígio são a Associação Familiar União do Povo – AFUP e a empresa Sociveste – Participação e Administração Ltda, representada pelo senhor João Max Pícoli.

Mais de 100 famílias dos povoados Marçal, Volta Grande e Boião, localizados em São Benedito do Rio Preto, estão envolvidas no conflito. São famílias de agricultores e agricultoras familiares que trabalham na área há mais de 30 anos e produzem arroz, milho, feijão e mandioca.

Leia a matéria completa no site da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão.

A primeira caravana do Tribunal Popular do Judiciário, realizada dias 10 e 11 de setembro em Santa Quitéria e cidades vizinhas, visitou os municípios de São Benedito do Rio Preto e Santa Quitéria, onde foram colhidos diversos depoimentos sobre o assunto.

Estes depoimentos irão compor o dossiê/processo que será sistematizado pelo comitê organizador do Tribunal Popular do Judiciário, após sua etapa estadual, que será realizada dia 1º. de dezembro em São Luís/MA. O documento final será encaminhado aos diversos órgãos de controle do poder judiciário, nacionais e internacionais, a exemplo do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e da Organização dos Estados Americanos (OEA).

O poder judiciário no banco dos réus: primeira caravana do Tribunal Popular do Judiciário é realizada em Santa Quitéria/MA

Setembro 14, 2009

Primeira caravana do Tribunal Popular do Judiciário aconteceu em Santa Quitéria, sexta-feira (11); caravaneiros visitaram diversos municípios do Baixo Parnaíba, colhendo denúncias, na véspera.

Cerca de 300 pessoas participaram da audiência pública realizada na primeira caravana regional do Tribunal Popular do Judiciário, organizado pela Cáritas Brasileira Regional Maranhão em parceria com outras entidades de direitos humanos no Maranhão. O Clube Alvorada, no município de Santa Quitéria, sediou o acontecimento, marcado por depoimentos contundentes, foguetório e gritos constantes de “por justiça de verdade”, slogan do movimento.

"O povo unido jamais será vencido". Foto: Zema Ribeiro

"O povo unido jamais será vencido".

“Alguns depoimentos fogem um pouco da temática, mas isso é muito natural. São pessoas simples, vítimas das mais diversas injustiças que já não sabem a quem recorrer, estão angustiadas”, afirmou Ricarte Almeida Santos, secretário executivo da Cáritas Brasileira Regional Maranhão, organização promotora do Tribunal Popular do Judiciário.

Casos de violação – Municípios da microrregião do Baixo Parnaíba Maranhense foram visitados por duas comitivas, formadas por profissionais de Comunicação Social, Direito e Sociologia, que se dividiram entre os municípios de São Benedito do Rio Preto, Urbano Santos, Chapadinha, Buriti de Inácia Vaz, São Bernardo, no povoado de São João dos Pilões, onde a produção de artesanato está seriamente comprometida com a derrubada dos pequizeiros para dar lugar à produção de soja, além de Santa Quitéria.

Violência simbólica: placa "protege" propriedade na região do Baixo Parnaíba maranhense, onde a soja toma substitui a mata nativa. Foto: Zema Ribeiro

Violência simbólica: placa "protege" propriedade na região do Baixo Parnaíba maranhense, onde a soja substitui a mata nativa.

Nas visitas, os profissionais conversaram com pessoas que têm sofrido violações a seus direitos, gravando depoimentos – em áudio ou vídeo – fotografando e colhendo documentos. “Todo esse levantamento irá compor os dossiês dos processos do Tribunal Popular do Judiciário, que serão encaminhados aos órgãos de controle nacionais e internacionais, como a Secretaria Especial de Direitos Humanos da Presidência da República, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados, a Plataforma DHESCA e a Organização dos Estados Americanos, entre outros”, explicou Lucineth Cordeiro, bacharel em Direito e Assessora da Cáritas no Maranhão.

Um tom kafkiano marca a maioria dos depoimentos. São situações que beiram o absurdo, “cômicas se não fossem trágicas”, como manda o adágio popular. A maioria absoluta por inoperância, conivência ou ausência do poder judiciário. Um exemplo é o caso de uma senhora de 79 anos (o nome não é dado nem fotos são publicadas aqui por razões óbvias) que corre o risco de ser despejada de sua residência, onde vive desde que nasceu, no povoado São João dos Pilões, município de Brejo. O suposto proprietário alega uma dívida antiga, de redes e tecidos, de parentes da senhora, todos já falecidos.

Presentes se unem "por justiça de verdade".

Presentes se unem "por justiça de verdade".

Pecados do Judiciário – Ricarte Almeida Santos, da Cáritas Brasileira Regional Maranhão, Gilvan Silva, da Cáritas Diocesana de Brejo, Nena, do Sindicato dos Servidores Públicos de Santa Quitéria, Cid Oliveira, advogado popular, Jorge Moreno, ex-juiz de direito da Comarca de Santa Quitéria, aposentado compulsoriamente pelo Tribunal de Justiça do Maranhão, Pe. João Maria, da Associação de Saúde da Periferia do Maranhão, entre outras autoridades locais compuseram a mesa que coordenou a audiência pública ocorrida em Santa Quitéria na última sexta-feira, 11.

Foram ouvidos os depoimentos de todos os inscritos, que apresentaram diversas denúncias sobre a péssima atuação do poder judiciário do Maranhão na região nos últimos anos. A plenária popular foi gravada e seu conteúdo comporá as denúncias que serão encaminhadas aos órgãos de controle.

Uma lista de “pecados” do poder judiciário foi sistematizada com base nos diversos depoimentos tomados. Pe. João Maria procedeu a leitura ao fim das atividades. A lista contem a inexistência de juízes e promotores nas comarcas; relação entre os poderes judiciário, executivo e legislativo favorecendo sempre os poderosos em detrimento da população empobrecida; processos morosos (parados na justiça há tempos); não atendimento a processos prioritários (idosos, crianças e adolescentes); conivência e omissão do judiciário com os crimes ambientais e a questão fundiária, favorecendo o latifúndio e desagregando comunidades econômica, social e culturalmente na região; omissão e envolvimento com corrupção eleitoral; presos acumulados nas delegacias sem as devidas audiências e julgamentos dos casos; não-fiscalização e acompanhamento de situações prisionais; aumento da impunidade pela prescrição de processos (em função da ausência de juízes para julgar os mesmos); não-priorização dos processos administrativos, aumentando a corrupção e o desvio de recursos públicos, violando direitos fundamentais (saúde, educação etc.); e a não-fiscalização dos cartórios da região.

Os presentes assinaram ainda uma representação contra cinco desembargadores que foram condenados a devolver aos cofres públicos recursos de diárias recebidas indevidamente. O documento elaborado coletivamente pede a penalização dos acusados com a perda do cargo de desembargador. A primeira caravana do Tribunal Popular do Judiciário acontece logo após nova visita do Conselho Nacional de Justiça ao Tribunal de Justiça maranhense.

Texto e fotos: Zema Ribeiro, Assessor de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional Maranhão

Caravanas do Tribunal Popular do Judiciário têm início semana que vem

Setembro 4, 2009

Santa Quitéria sediará primeiro encontro regional. Comissões colherão provas e depoimentos em municípios da região, para compor processos.

A microrregião do Baixo Parnaíba maranhense será a primeira a receber as caravanas do Tribunal Popular do Judiciário: o município de Santa Quitéria será o primeiro a sediar um evento regional do TPJ, nos próximos dias 10 (quinta-feira) e 11 de setembro. O primeiro dia será destinado a visitas de casos de violações de direitos humanos por omissão ou conivência do poder judiciário em diversos municípios da região; no segundo dia será realizada uma audiência pública onde serão relatados os casos apresentados, por pessoas que tiveram seus direitos violados, que serão ouvidas por profissionais do Direito, Psicologia, Serviço Social, Sociologia e Comunicação Social, além de autoridades religiosas, entre outros.

A comissão organizadora do Tribunal Popular do Judiciário, formada pela Cáritas Brasileira Regional Maranhão, CNBB Regional NE V, SMDH, CIMI, CPT, ASP, Redes e Fóruns de Cidadania, MST e OAB/MA, esteve reunida na manhã de ontem (3), na sede da Cáritas, acertando alguns detalhes para a viagem. Duas comissões formadas por profissionais das áreas citadas sairão de São Luís em comboio, visitando os municípios de Urbano Santos, São Benedito do Rio Preto, Chapadinha, Buriti de Inácia Vaz, Brejo, Magalhães de Almeida e São Bernardo, além de Santa Quitéria, cidade-sede do primeiro evento regional, colhendo depoimentos e documentos de casos de violações de direitos que irão compor os processos do TPJ: “Nossa ideia é colher provas, depoimentos, documentos, fotografias, gravações de áudio e vídeo, quando for o caso e possível, que nos ajudarão a formalizar as denúncias que, ao final do processo, serão encaminhados aos órgãos de controle nacionais e internacionais”, explicou Ricarte Almeida Santos, secretário executivo da Cáritas Brasileira Regional Maranhão.

“Se o Maranhão é o último estado em indicadores sociais, será o primeiro a colocar o poder judiciário no banco dos réus, em modelo que se quer copiado em outros estados, pois um judiciário inoperante não é, infelizmente, privilégio do Maranhão”, diz o material de divulgação do Tribunal Popular do Judiciário, que começa a ser distribuído este fim de semana, na X Romaria da Terra e das Águas, que acontece em Codó, sábado (5) e domingo.

Tragicomicidade – Pelo menos uma prova da inoperância do poder judiciário na região já está nas mãos da comissão organizadora do Tribunal Popular do Judiciário: a portaria nº. 02/09, datada de 2 de janeiro de 2009, e assinada pela Juíza Maria da Conceição Privado Rêgo, titular da comarca de Brejo, respondendo como substituta em Santa Quitéria.

O documento resolve, em seu artigo 1º.: “A cópia de processo ou partes dele, poderá ser fornecida somente a advogado, ainda que não habilitado, desde que: o faça por petição escrita e assinada, dirigida a este Juízo; não seja o processo considerado segredo de justiça; não haja pedido formal de qualquer das partes a impedir esse atendimento”. E continua, em seu artigo 3º. e parágrafo único: “A cópia só será fornecida com o prazo de até 48 horas, devendo o interessado deixar o depósito prévio do valor da mesma”; “Apenas se houver disponibilidade do Oficial de Justiça, de forma que não atrapalhe ou lhe tire de suas tarefas, poderá esse atendimento ser feito de imediato”.

Portaria ou "porcaria"?

Portaria ou "porcaria"?

O texto vai contra o artigo 155 do Código Penal Brasileiro, que é claro: “Os atos processuais são públicos”. As exceções são os processos que correm em segredo de justiça: I) os “em que exigir o interesse público”; e II) “que dizem respeito a casamento, filiação, separação de cônjuges, conversão desta em divórcio, alimentos e guarda de menores”. O parágrafo único do citado artigo diz ainda que “o direito de consultar os autos e de pedir certidões de seus atos é restrito às partes e a seus procuradores. O terceiro, que demonstrar interesse jurídico, pode requerer ao juiz certidão do dispositivo da sentença, bem como de inventário e partilha resultante do desquite”. Entre os direitos do advogado elencados no Estatuto da Advocacia, estão listados, entre outros, o livre ingresso “nas salas e dependências de audiências, secretarias, cartórios, ofícios de justiça, serviços notariais e de registro, e, no caso de delegacias e prisões, mesmo fora da hora de expediente e independentemente da presença de seus titulares”, além de “examinar, em qualquer órgão dos Poderes Judiciário e Legislativo, ou da Administração Pública em geral, autos de processos findos ou em andamento, mesmo sem procuração, quando não estejam sujeitos a sigilo, assegurada a obtenção de cópias, podendo tomar apontamentos”. Cabe observar que mesmo nos processos que correm em segredo de justiça e os da vara da família, os advogados constituídos e as partes têm a eles livre acesso.

A portaria toda deixa transparecer um retrato do judiciário maranhense, subserviente aos executivos municipais, cujas trocas de favores beiram o clientelismo mútuo. Ao final do documento, lê-se: “Dê-se ampla divulgação, fazendo-se ciência à Corregedoria Geral da Justiça e rara publicação nos Fóruns das Comarcas da Região”. A “rara” publicação foi cumprida: tão logo percebeu o quão patético era o texto do documento, a juíza mandou retirá-lo de onde ele estava afixado; o que determina seu conteúdo, porém, continua vigorando (leia abaixo a transcrição da íntegra da portaria, cuja imagem você já viu acima). Vale o dito popular “seria trágico se não fosse cômico”.

“Basta conversar com alguns profissionais da área do Direito, para saber que não cabe ao poder judiciário legislar, pois isto é usurpação das funções do poder legislativo. A lei para a administração pública é dever, a sua ação está limitada pela lei, não podendo extrapolar esse limite, causando ilegalidade caso avance para além do que determina a lei”, comentou Ricarte Almeida Santos.

Público presente superou todas as expectativas. Foto: Zema Ribeiro

Público presente superou todas as expectativas. Foto: Zema Ribeiro

Em reunião de articulação do primeiro evento regional (foto), realizada em Santa Quitéria, no último dia 28 de agosto, integrantes da comissão organizadora tiveram acesso à portaria. O encontro superou todas as expectativas – “se a reunião de preparação foi tudo isso, imagine o Tribunal em si”, comentaram alguns, surpresos com o número de participantes: 150, quando se esperavam, no máximo, 20 pessoas. A reunião determinou metodologia, criou uma comissão local de articulação e definiu alguns outros detalhes sobre o funcionamento e a estrutura necessária à realização do primeiro evento regional do Tribunal Popular do Judiciário, reunindo representantes de diversos municípios daquela microrregião maranhense.

SERVIÇO

O quê: I Caravana Regional do Tribunal Popular do Judiciário.
Onde: em Santa Quitéria (audiência no Clube Alvorada) e adjacências (visitas a casos de violação de direitos em diversos municípios).
Quando: dias 10 (quinta) e 11 de setembro (sexta-feira).

*

Portaria nº. 02/09

Poder Judiciário – Estado do Maranhão
Juízo de Direito da Comarca de Santa Quitéria

CONSIDERANDO a segurança na tramitação dos processos, dos atos da Secretaria Judicial e das partes litigantes

RESOLVE:

Art. 1º – A cópia de processo ou partes dele, poderá ser fornecida somente a advogado, ainda que não habilitado, desde que: o faça por petição escrita e assinada, dirigida a este Juízo; não seja o processo considerado segredo de justiça; não haja pedido formal de qualquer das partes a impedir esse atendimento.

Art. 2º – Se for o caso de advogado não habilitado nos autos, o processo irá para cópia somente pelas mãos do Oficial de Justiça, que ficará responsável por sua saída e devolução.

Art. 3º – A cópia só será fornecida com o prazo de até 48 horas, devendo o interessado deixar o depósito prévio do valor da mesma.

Parágrafo único – Apenas se houver disponibilidade do Oficial de Justiça, de forma que não atrapalhe ou lhe tire de suas tarefas, poderá esse atendimento ser feito de imediato.

Art. 4º – No caso do art. 1º, nenhum processo será fornecido para cópia sem requerimento por escrito e sem que esteja com todas as folhas numeradas, sendo a última folha a do requerimento.

Art. 5º – O não cumprimento do aqui disposto ensejará ao servidor as conseqüências administrativas, civis e penais pertinentes.

Art. 6º – Esta Portaria passa a vigorar a partir desta data.

Dê-se ampla divulgação, fazendo-se ciência à Corregedoria Geral da Justiça e rara publicação nos Fóruns das Comarcas da Região.

Sta. Quitéria, 2 de janeiro de 2009.

Juíza Maria da Conceição Privado Rêgo
Titular da Comarca de Brejo, – Vara Única

Tribunal Popular do Judiciário: Comitê Organizador define datas e locais das caravanas regionais

Agosto 20, 2009

Reunião aconteceu na manhã de ontem (19), na sede da Cáritas Brasileira Regional Maranhão.

Representantes do Comitê Organizador do Tribunal Popular do Judiciário estiveram reunidos na manhã de ontem (19), na sede da Cáritas Brasileira Regional Maranhão, discutindo a organização e estrutura do evento, que acontecerá em São Luís, antecedido de quatro tribunais populares regionais. Participaram da reunião representantes da Cáritas Brasileira Regional Maranhão, CNBB, SMDH, ASP e Rede de Cidania.

Uma primeira caravana, formada por membros do comitê organizador, visitará o município de Santa Quitéria na próxima sexta-feira (28), para acertar detalhes da realização do primeiro evento de caráter regional, que acontecerá naquela cidade, dias 10 e 11 de setembro.

Datas e locais dos demais tribunais populares regionais também foram definidos nessa última reunião: 1º. e 2 de outubro, em Imperatriz; 15 e 16, em Bacabal; e 5 e 6 de novembro em Santa Inês. “A ideia de escolher essas quatro cidades busca contemplar a geografia maranhense. Os recursos são poucos e o que se quer é que, além das caravanas que sairão de São Luís, é que caravanas de outros municípios próximos a estes se juntem a este coro que clama ‘por justiça de verdade’”, explicou Ricarte Almeida Santos, antecipando o slogan do Tribunal Popular do Judiciário.

Redação: Zema Ribeiro, Assessor de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional Maranhão

Primeiro Tribunal Popular do Judiciário regional acontecerá em Santa Quitéria em setembro

Agosto 4, 2009

Primeiro município brasileiro a erradicar o sub-registro, Santa Quitéria é emblemático para membros do comitê organizador.

Definida a primeira caravana do Tribunal Popular do Judiciário. As entidades, organizações e movimentos sociais que integram o comitê organizador do Tribunal Popular do Judiciário decidiram, em reunião realizada na sede da Cáritas Brasileira Regional Maranhão na manhã de hoje (4), que o município de Santa Quitéria/MA, na região do Baixo Parnaíba, será o primeiro a sediar um dos quatro eventos regionais que antecederão o grande Tribunal estadual, a acontecer na capital dias 30 de novembro e 1º. de dezembro.

A caravana do Tribunal Popular do Judiciário estará em Santa Quitéria dias 10 e 11 de setembro. “A escolha do município é justificável e quase óbvia, por tudo o que Santa Quitéria representa na luta por outro judiciário, melhor e mais atuante”, afirma Ricarte Almeida Santos, secretário executivo da Cáritas Brasileira Regional Maranhão, entidade que integra o comitê organizador das ações. Antecederá o evento em Santa Quitéria, uma reunião no município, em que o comitê ouvirá denúncias para melhor organizar o primeiro evento regional.

“A região do Baixo Parnaíba é emblemática: o judiciário é ausente perante questões como o avanço do agronegócio, a aquisição de terras acontece sem nenhum controle e a maioria dos juízes sequer mora nas comarcas. Os juízes são muito ausentes. E além de tudo há uma simbologia muito forte, por tudo o que significou e significa a luta de Jorge Moreno por justiça”, afirma Gilvan Alves da Silva, da Cáritas Diocesana de Brejo/MA, responsável pela articulação local deste primeiro Tribunal Popular do Judiciário.

Ricarte Almeida Santos explica a metodologia dos eventos: “O povo terá tempo e espaço para apresentar suas denúncias e serão apresentadas as entidades municipais e estaduais, além do acompanhamento de representantes religiosos, advogados e psicólogos. Convidaremos também o Ministério Público a participar de todos os eventos, tanto regionais, quanto do estadual”.

Participaram da reunião desta terça-feira, representantes da Cáritas Brasileira (Regional Maranhão e Diocesana de Brejo), Sociedade Maranhense de Direitos Humanos, Conselho Indigenista Missionário, Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – Regional NE V. Integram ainda a comissão organizadora a Associação de Saúde da Periferia, Pastorais Sociais, OAB/MA, Rede/Fóruns de Cidadania, MST, Centro de Direitos Humanos de Açailândia, Movimento Reage São Luís e Comissão de Justiça e Paz.

Redação: Zema Ribeiro, da Assessoria de Comunicação da Cáritas Brasileira Regional Maranhão