Posts Tagged ‘ameaças de morte’

Sindicalista recebe ameaças de morte

Junho 1, 2011

Presidente do Sindicato dos Comerciários de Pedreiras/MA registrou boletim de ocorrência em delegacia da cidade e apresentou denúncia ao Tribunal Popular do Judiciário.

Em visita à sede de uma das entidades que compõem a coordenação do Tribunal Popular do Judiciário, a Cáritas Brasileira Regional Maranhão, em São Luís, o senhor José de Sá Barreto, presidente do Sindicato dos Comerciários de Pedreiras/MA, denunciou estar recebendo ameaças de morte naquele município, justo por conta de sua atividade sindical.

Barreto é também militante da Rede de Defesa dos Direitos e da Cidadania do Mearim, uma das entidades que compõem as Redes e Fóruns de Cidadania do Maranhão, também integrantes do TPJ. Ele recebeu diversas ameaças por telefone e um homem portando arma de fogo lhe fez uma “visita” à sede do sindicato no último dia 23 de maio.

No dia seguinte ele registrou boletim de ocorrência na 14ª. Delegacia Regional de Pedreiras, na presença da Delegada de Polícia Civil Maria Eunice Ferreira Rubem. Barreto acredita ter inimigos, conquistados ao longo de muitos anos de atividade sindical, mas não suspeita quem poderia ter interesse em matá-lo. Ele tem feito diversas denúncias contra lojas e comércios de Pedreiras que desrespeitam a legislação trabalhista.

Santa Inês sedia penúltima etapa regional do Tribunal Popular do Judiciário

Novembro 4, 2009

Serão ouvidos depoimentos em 15 municípios, incluindo a cidade-sede. Tribunal Popular Estadual do Judiciário acontecerá em São Luís 1º. de dezembro.

A região de Santa Inês é a próxima a ser visitada por comitivas do Tribunal Popular do Judiciário. 14 municípios, além da cidade-sede, receberão cinco equipes formadas por representantes de entidades que compõem o comitê organizador da ação: Buriticupu, Carutapera, Maracaçumé, Monção, Palmeirândia, Pindaré-Mirim, Santa Helena, Santa Luzia do Paruá, Santa Luzia do Tide, São Vicente Férrer, Turiaçu, Viana, Vitória do Mearim e Zé Doca.

“O município mais estranho, geograficamente, é o de Buriticupu, mas dados os últimos acontecimentos, não podemos nos furtar de ouvir os clamores de nossos irmãos que vivem por lá e que também sofrem com a ausência do poder judiciário”, afirmou Ricarte Almeida Santos, secretário executivo da Cáritas Brasileira Regional Maranhão, fazendo lembrar as recentes ameaças de morte a integrantes do Fórum de Políticas Públicas daquele município, incluindo agentes da Cáritas Diocesana de Viana.

Todas as comitivas saem de São Luís com gravadores ou câmeras, para o registro de áudio, vídeo e fotográfico dos depoimentos colhidos nos municípios em que passam. O comitê organizador já iniciou o trabalho de transcrição e decupagem do material, que irá compor documento a ser encaminhado aos órgãos nacionais e internacionais de controle do poder judiciário. Esse trabalho também poderá gerar um documentário, mostrando a realidade maranhense no que diz respeito ao terceiro poder – ou à sua ausência.

Santa Inês sediaria a última etapa regional do Tribunal Popular do Judiciário, antecedendo a estadual, que acontecerá em São Luís no próximo dia 1º. de dezembro. Mas a sociedade civil organizada do município de Presidente Dutra requereu ainda, para lá, mais uma caravana, que acontecerá dias 16 e 17 de novembro.

Notas da Cáritas repercutem na Câmara Federal

Outubro 19, 2009

O deputado Luiz Couto (PT-PB) repercutiu, em pronunciamento na Câmara Federal, as notas de D. Demétrio Valentini, presidente da Cáritas Brasileira e Bispo de Jales, e Cáritas Brasileira Regional Maranhão dando conta das ameaças de morte que vêm sofrendo integrantes do Fórum de Políticas Públicas de Buriticupu/MA e agentes da Cáritas Diocesana de Viana/MA.

O pronunciamento do deputado se deu na sessão de 14 de outubro, quarta-feira passada. A íntegra das notas a que ele se refere podem ser lidas aqui (Maranhão) e aqui (Nacional).

Agentes Cáritas ameaçados de morte em Buriticupu/MA

Outubro 9, 2009

NOTA

Cáritas Brasileira aponta “quadro trágico, vergonhoso e insustentável, fruto de um conjunto de fatores, entre os quais a ausência do poder público e de políticas públicas” em Buriticupu.

Nota assinada pela Coordenação Colegiada da Cáritas Brasileira Regional Maranhão

Nota assinada pela Coordenação Colegiada da Cáritas Brasileira Regional Maranhão

A segunda página do documento

A segunda página do documento

Sob o comando do Ministério do Meio Ambiente, a Operação Arco de Fogo, deflagrada para coibir desmatamentos e a extração ilegal de madeira, entre outros crimes ambientais, representantes de diversos ministérios, do IBAMA e da Polícia Federal, estiveram em agosto no município de Buriticupu/MA. Na ocasião, o Fórum de Políticas Públicas daquele município denunciou as ações criminosas de madeireiros, incluindo os senhores Antônio Marcos de Oliveira, vulgo Primo, prefeito municipal, e seu sócio José Mansueto de Oliveira, presidente da Câmara Municipal de vereadores.

Com a retirada da operação e de todo o seu aparato de segurança, funcionários do IBAMA evadiram-se da cidade, permitindo assim a retirada do lacre das madeireiras e seu retorno ao funcionamento normal, continuando o trágico quadro de crimes contra o meio ambiente, seja pela extração ilegal de madeira, poluição, geração de resíduos e proliferação de doenças, entre outros.

O envolvimento de autoridades com criminosos, ou o cometimento de delitos pelas próprias, contribui para um quadro de descrédito nas instituições, por parte da população, que busca fazer justiça com as próprias mãos, aumentando os alarmantes índices de violência – só após a passagem da operação Arco de Fogo, quatro jovens foram assassinados em Buriticupu.

Lideranças do Fórum de Políticas Públicas de Buriticupu/MA, integrado por representantes da Cáritas Diocesana de Viana e Rede de Educação Cidadã, entre outras, têm sofrido ameaças de morte. Naíza Gomes de Sousa Abreu, agente da Cáritas Diocesana de Viana e membro do Fórum de Políticas Públicas de Buriticupu, após receber diversos recados, resolveu, forçada, deixar família, trabalho, seu cotidiano, saindo da cidade.

Diante do quadro trágico, vergonhoso e insustentável, fruto de um conjunto de fatores, entre os quais a ausência do poder público e de políticas públicas, a Cáritas Brasileira Regional Maranhão vem a público denunciar estes mais recentes acontecimentos e cobrar providências por parte das autoridades competentes – poderes executivo, legislativo e judiciário –, nas esferas federal e estadual. A garantia de vida destes cidadãos e cidadãs por parte das autoridades é mais que urgente.

Faz-se necessária uma intervenção em Buriticupu – para além de uma bissexta operação. Diante do imperativo ético revelado pela Igreja Católica ao afirmar que “a paz é fruto da justiça” – tema de sua Campanha da Fraternidade em 2009 –, a Cáritas Brasileira Regional Maranhão denuncia a ausência do Estado brasileiro assegurador da ordem pública e garantidor do direito fundamental à vida no município de Buriticupu/MA e exige apuração e punição imediata para os agentes públicos que encobrem, incentivam e/ou praticam crimes contra o meio ambiente e a vida de quem lá reside.

Coordenação Colegiada
Cáritas Brasileira Regional Maranhão