Thales Ribeiro de Andrade: outro juiz execrável no Maranhão

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DO VIAS DE FATO

Ontem, o juiz da cidade maranhense de Dom Pedro, Thales Ribeiro de Andrade, extrapolou. Ele está enrolado em denúncias de agiotagem, conluio com a prefeita da cidade (Arlene Costa, do PDT), perseguição a sindicalistas e desvio de conduta no exercício da função. Por tudo isto e mais alguma coisa, a sociedade civil de Dom Pedro vai denunciá-lo ao Conselho Nacional de Justiça e, organizou ontem, uma manifestação pública contra ele.

Mas Thales, numa clara demonstração de intolerância, desrespeito à democracia e abuso de autoridade, simplesmente mandou prender um grupo de manifestantes. Mandou prender! Por conta do tal juiz a polícia jogou num camburão algumas pessoas que participavam da manifestação. Ao invés de se explicar das denúncias, ele achou que podia reprimir. Além de prender as pessoas, mandou recolher o som utilizado pelos manifestantes. Um absurdo!

O parvo juiz agiu como se o Brasil fosse uma ditadura, onde o direito a manifestação, opinião e liberdade de expressão não fossem garantidos por lei. Ao todo, foram três prisões: Dimas, Marcos Robério Santos e Jorge Moreno, este último, um juiz que ficou conhecido pela defesa dos Direitos Humanos (tendo recebido um prêmio nacional nesta área) e pelas perseguições que sofreu do Tribunal de Justiça do Maranhão, exatamente, por incomodar figuras ligadas à oligarquia local, tais como o deputado estadual Max Barros (DEM), o ex-presidente da Associação dos Criadores, Claudio Azevedo e o desembargador Jorge Rachid.

Ontem, Jorge Moreno estava ao lado da sociedade civil quando era feito o legítimo protesto. Thales, atoleimado, não teria gostado também de uma reportagem publicada ontem no Jornal Pequeno, assinada pelo jornalista Oswaldo Viviani, que lhe denunciava por suposto desvio de conduta. A matéria anunciava a manifestação pública que ele, depois, reprimiria com as prisões. Consta que Thales teria até discutido com o representante do Ministério Público da cidade, que, agindo dentro da lei, se negou a impedir a manifestação.

Após a lambança, o advogado Guilherme Zagallo foi procurado para garantir a liberdade das pessoas absurdamente perseguidas. Ainda a noite foram todos colocados em liberdade e tudo indica que esta é uma briga que está só começando. Cabe a sociedade maranhense ir para cima e colocar figuras como Thales Ribeiro de Andrade em seu devido lugar. Ele é um servidor público. Um empregado do povo. E se não está trabalhando direito, então, tem que ser responsabilizado por todos os seus erros, a começar pelo de ontem.

A “assessoria” de Thales – Informações que nos chegam de Dom Pedro dão conta que Antônio Gomes de Freitas, conhecido como Valentão, teria trabalhado ontem dando segurança para ao juiz Thales Ribeiro de Andrade. Antônio Gomes é o mesmo que, no mês passado, deu um tapa no rosto da agente da CPT, Márcia Pacheco.

Leia a matéria no site do Vias de Fato.

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Uma resposta to “Thales Ribeiro de Andrade: outro juiz execrável no Maranhão”

  1. Luciane Araujo Says:

    Luciane Araujo

    April 20th, 2011 at 06:06

    Justiça manda empresário Álvaro Vasconcelos devolver fazenda

    Gustavo Souza Lima determina reintegração imediata a Victor Roberto Araújo

    (leia a reportagem completa)

    http://www.extralagoas.com.br/noticia.kmf?noticia=11649033&canal=3

    O juiz da 13ª Vara da Capital, Gustavo Souza Lima, derrubou liminar que concedia ao empresário Álvaro Vasconcelos a posse da Fazenda Brejo Grande, no Complexo Benedito Bentes, em Maceió, e determinou reintegração imediata ao arrendatário Victor Roberto Araújo. As partes têm 10 dias para apresentar provas e recorrer da decisão tomada pelo magistrado em 28 de fevereiro deste ano e disponibilizada no Diário Eletrônico da Justiça na edição da quinta-feira, 3.

    Meu pai; o Sr Vitor Roberto Araujo e minha mae; Sra Lidia Araujo, esperaram quase cinco anos para que finalmente a justiça fosse feita. Mas na verdade venceram sò uma batalha, mas nao a guerra.
    O Sr Alvaro Vasconcelos logicamente recorreu da descisão do EXmº Sr. juiz Gustavo de Souza Lima. O caso agora està nas maos do EXmº desebargador Washington Luis que eu espero que a sua amizade pessoal com o Sr Alvaro Vasconcelos nao venha a inteferir na sua decisao neste caso, evitando assim um comportamento identico ao do EXM° Sr. Juiz Pedro Jorge Cansanção.

    Meus pais apòs tomar posse das terras tiveram que aturar por uma semana, um capanga armado, que se recusa de se retirar das terras e em tom de ameaça afirmava que seu patrao O Sr Alvaro Vasconcelos dava garantias que tinha recorrido da decisao do Exm° Juiz Gustavo Solza e que o seu amigo EXM° desembargador WASHINGTON LUIS lhe devolveria as terras.

    Tive o prazer de conhecer pessoalmente o EXM° Juiz Gustavo Solza, que me garantiu que a justiça seria feita e que pra ele seria uma questao de honra corrigir o erro do Sr cansaçao e assim apòs quase cinco anos de grandes angustias e desespero dos meus pais, o Sr Gustavo compriu com a sua palavra. Aproveito para agradecer em nome de toda minha familia e parabeniza-lo por sua coerencia e honestidade em sua decisao.
    Nao tive o prazer de conhecer o EXM° desembargador WASHINGTON LUIS pessoalmente mas, sei que é um homem integro pautado pelas suas decisõe de sempre indo de acordo com a lei, e nossa esperança é que sua decisão va de encotro com a decisão do juiz Gustavo de Souza Lima mostrando assim que acabou em alagoas a era do coroneis, pois em pleno seculo XXI nao podemos mais aceitar esse tipo de atitude praticadas por alguns empresarios, com apoio de alguns juizes sem amor pela justiça. Não podemos ser banalizados pelos resto do pais como “terra sem lei ” ja basta o grande indice de violência que assola nosso estado.

    Um outro caso absurdo que na luta por justiça, veio ao meu conhecimento, atraves do Sr. Cezar, hoje um amigo de luta, filho dois pequenos agricultores que tiveram suas terras invadidas pelo empresário Álvaro Vasconcelos e recorreram à justiça para reaver as propriedades. A ação já dura 25 anos e na época ainda não tinha sido julgada. Existiu uma audiência realizada com o autor – já morto, os herdeiros continuam a sua via-crúcis, mesmo qundo todas as provas do caso, mostram que o Sr Alvaro Vasconcelos invadiu aquelas terras. O meu amigo Cezar continua firme na sua luta, com sede de justiça, na esperança de que algum dia ela chegue também para sua familia. Pra isso faço um apelo ao EXM° Juiz João Otávio de Noronha, que é quem deve julgar esse caso, faça justiça finalmente, acabe com o calvario dessa familia que espera ha 25 anos.

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