Agentes Cáritas ameaçados de morte em Buriticupu/MA

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NOTA

Cáritas Brasileira aponta “quadro trágico, vergonhoso e insustentável, fruto de um conjunto de fatores, entre os quais a ausência do poder público e de políticas públicas” em Buriticupu.

Nota assinada pela Coordenação Colegiada da Cáritas Brasileira Regional Maranhão

Nota assinada pela Coordenação Colegiada da Cáritas Brasileira Regional Maranhão

A segunda página do documento

A segunda página do documento

Sob o comando do Ministério do Meio Ambiente, a Operação Arco de Fogo, deflagrada para coibir desmatamentos e a extração ilegal de madeira, entre outros crimes ambientais, representantes de diversos ministérios, do IBAMA e da Polícia Federal, estiveram em agosto no município de Buriticupu/MA. Na ocasião, o Fórum de Políticas Públicas daquele município denunciou as ações criminosas de madeireiros, incluindo os senhores Antônio Marcos de Oliveira, vulgo Primo, prefeito municipal, e seu sócio José Mansueto de Oliveira, presidente da Câmara Municipal de vereadores.

Com a retirada da operação e de todo o seu aparato de segurança, funcionários do IBAMA evadiram-se da cidade, permitindo assim a retirada do lacre das madeireiras e seu retorno ao funcionamento normal, continuando o trágico quadro de crimes contra o meio ambiente, seja pela extração ilegal de madeira, poluição, geração de resíduos e proliferação de doenças, entre outros.

O envolvimento de autoridades com criminosos, ou o cometimento de delitos pelas próprias, contribui para um quadro de descrédito nas instituições, por parte da população, que busca fazer justiça com as próprias mãos, aumentando os alarmantes índices de violência – só após a passagem da operação Arco de Fogo, quatro jovens foram assassinados em Buriticupu.

Lideranças do Fórum de Políticas Públicas de Buriticupu/MA, integrado por representantes da Cáritas Diocesana de Viana e Rede de Educação Cidadã, entre outras, têm sofrido ameaças de morte. Naíza Gomes de Sousa Abreu, agente da Cáritas Diocesana de Viana e membro do Fórum de Políticas Públicas de Buriticupu, após receber diversos recados, resolveu, forçada, deixar família, trabalho, seu cotidiano, saindo da cidade.

Diante do quadro trágico, vergonhoso e insustentável, fruto de um conjunto de fatores, entre os quais a ausência do poder público e de políticas públicas, a Cáritas Brasileira Regional Maranhão vem a público denunciar estes mais recentes acontecimentos e cobrar providências por parte das autoridades competentes – poderes executivo, legislativo e judiciário –, nas esferas federal e estadual. A garantia de vida destes cidadãos e cidadãs por parte das autoridades é mais que urgente.

Faz-se necessária uma intervenção em Buriticupu – para além de uma bissexta operação. Diante do imperativo ético revelado pela Igreja Católica ao afirmar que “a paz é fruto da justiça” – tema de sua Campanha da Fraternidade em 2009 –, a Cáritas Brasileira Regional Maranhão denuncia a ausência do Estado brasileiro assegurador da ordem pública e garantidor do direito fundamental à vida no município de Buriticupu/MA e exige apuração e punição imediata para os agentes públicos que encobrem, incentivam e/ou praticam crimes contra o meio ambiente e a vida de quem lá reside.

Coordenação Colegiada
Cáritas Brasileira Regional Maranhão

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4 Respostas to “Agentes Cáritas ameaçados de morte em Buriticupu/MA”

  1. RENATO THIEL Says:

    Os mais merecidos aplausos pela iniciativa da Caritas/MA e demais entidades e pessoas envolvidas e participantes do Tribunal Popular do Judiciário, no levantamento de crimes de integrantes do judiciário maranhense, na constatação de inúmeras situações e casos de omissão do judiciário, de inação, de acovardado silêncio, de indiferença, ou então de ações de clara tendência para favorecer os poderosos econômica e politicamente, contribuindo para aumentar o sofrimento e a exploração dos pequenos, dos pobres, daqueles que para a sociedade neoliberal consumista não contam e não servem.
    Sem dúvida terá repercussões positivas essa ação cidadã que vem sendo desenvolvida há alguns anos no Maranhão, desde os Fóruns de Defesa dos Direitos da Cidadania, ate o momento me que esta’sendo construído esse processo de cidadania do Tribunal Popular do Judiciário, em São Luís, a realizar-se dia 1o. de dezembro. Oxalá essa iniciativa contamine movimentos sociais, pastorais, ongs, CEBs, comissões de Justiça e Paz, Caritas e outras formas de organização da sociedade civil em outros Estados da Federação, para que esse rio de moralização do Judiciário, em vista de um NOVO JUDICIARIO necessário e urgente comece a correr caudalosamente nesse país.
    Em frente, pois não serão as ameaças que deterão as águas caudalosas do rio da Justiça, da nova Justiça que precisa ser constituída.

    Prof. Renato Thiel
    Universidade Católica de Brasília
    DF

    • ELISEU HOLZ Says:

      Bom dia
      Eu tive em 1968 e 1969 no Instituo La Salle de Canoas um colega com nome de renato Thiel ….. pederiamos ter sido nós os colegas .
      Tenho uma fotos de 1969 onde somos ainda 9 colegas 3 ano do cientifico

  2. RENATO THIEL Says:

    Os mais merecidos aplausos pela iniciativa da Caritas/MA e demais entidades e pessoas envolvidas e participantes do Tribunal Popular do Judiciário, no levantamento de crimes de integrantes do judiciário maranhense, na constatação de inúmeras situações e casos de omissão do judiciário, de inação, de acovardado silêncio, de indiferença, ou então de ações de clara tendência para favorecer os poderosos econômica e politicamente, contribuindo para aumentar o sofrimento e a exploração dos pequenos, dos pobres, daqueles que para a sociedade neoliberal consumista não contam e não servem.
    Sem dúvida terá repercussões positivas essa ação cidadã que vem sendo desenvolvida há alguns anos no Maranhão, desde os Fóruns de Defesa dos Direitos da Cidadania, ate o momento em que está sendo construído esse processo de cidadania do Tribunal Popular do Judiciário, em São Luís, a realizar-se dia 1o. de dezembro. Oxalá essa iniciativa contamine movimentos sociais, pastorais, ongs, CEBs, comissões de Justiça e Paz, Caritas e outras formas de organização da sociedade civil em outros Estados da Federação, para que esse rio de moralização do Judiciário, em vista de um NOVO JUDICIARIO necessário e urgente comece a correr caudalosamente nesse país.
    Em frente, pois não serão as ameaças que deterão as águas caudalosas do rio da Justiça, da nova Justiça que precisa ser constituída.

    Prof. Renato Thiel
    Universidade Católica de Brasília
    DF

  3. amanda kaline Says:

    estamos com um projeto para conhecer melhor(alunos do controle ambiental do IFMA Buriticupu) o cáritas e seus objetivos.Mandem- nos algumas informações.

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